É fácil falar de Berlim. É só falar de guerra fria, holocausto e judeus. Pronto. É extremamente perceptível que os alemães se envergonham de Hitler, mas tudo que eles fazem é ficar lembrando a todo o momento da tortura, dos campos de concentração... Ah, tem uma hora que cansa!
Parece que a Alemanha não existiu antes da segunda guerra. Parece que a história começa em 1945 e acaba com a queda do muro. Todas as guerras, conquistas e obras da vida alemã antes disso foram completamente apagadas por causa de um estúpido idiota. Os alemães morrem de vergonha do seu passado da década de 40, mas parece que tudo que envolve turisticamente sua capital faz lembrar o que eles mais querem esquecer.
Se eu fosse Alemã ficaria revoltada de ter que esquecer quase 10 séculos de história da minha cidade... Em nenhum lugar existe a Berlim capital do Reino da Prussia ou a Berlim capital do Império Alemão... A parte cultural de Berlim parece começar a partir do Terceiro Reich...
...sei lá...
Se eu fosse Judia eu ficaria muito revoltada. Em Berlim tem o monumento em memória dos mortos no Holocausto (tem vários, mas este é o mais famoso) que é uma praça, cheia de blocos de concreto imitando túmulos. Não tem que matar um arquiteto (ou seja lá quem for) que planejou isso?!? Só porque é um período negro da história não tem que fazer um monumento tão feio quanto... Se eu fosse Judia não iria gostar. Acho que isso ofende a memória dos “homenageados”. Acho que homenagens se não forem movimentos bonitos e agradáveis, não devem existir.
Aí tem o Museu Judaico, mais uma decepção. Provavelmente os 5 euros mais mal gastos da minha vida. Quase nada de objetos e kilometros de documentos escritos que poderiamos encontrar no google.
Mas tem as coisas boas também. “Alexander Platz”. É uma praça legal, onde tem vários artistas de rua e barraquinhas de comida. Comida barata, que é mais importante.
Tem também o “Reichztag”, o parlamento alemão que é um monumento por si só e é de graça (se você não pensar que tempo é dinheiro, porque perde-se muito tempo na fila), com uma vista muito bonita tanto da parte interior da cúpula de espelho quanto dos arredores do prédio (o Tiegarten, um parque grande e onde a alemãozada de reune para seus pic-nics).
Os pedaços do muro que ainda existem devem ser visitados, têm muita história. E é legal!
E o rio, Spree. É bonito, navegavel. O Tiegarten, bem menor que o Hide Park, obvio, mas agradável também.
E a noite é animada. Talvez para os meninos seja mais, porque tem mais mulheres do que homens. A cerveja é boa, achei melhor até do que a “melhor cerveja do mundo”, da República Tcheca.
Enfim, Berlim é zero a zero. Vale a pena ser conhecida, se sobrar tempo...
"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo"
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Paris
Paris é incomparável, sem dúvidas. Linda e cultural. Sofisticada e charmosa. E, apesar da fama dos Parisienses, muito simpática.
Tudo bem que ir a museus é um programa obrigatório para todo turista europeu. Mas na capital francesa isso é muito menos chato para os que, como eu, não gosta(va)m dessa idéia.
Por vezes sinto vergonha de ser ignorante o suficiente e não conhecer tão bem as histórias relatadas em esculturas, pinturas, gravuras... e tudo. Gostaria de saber mais sobre a biografia de pintores, a vida entre tantos movimentos culturais e, sobretudo, as monarquias. Porque não há duvidas que os castelos e palácios são o que mais me encanta. Não só pela riqueza, mas pela grandeza... eu acho. E poder imaginar a vida ha tanto tempo, parece um ideal tão romantico.
Bom, voltando à Paris, para mim a Torre foi um pouco decepcionante. Talvez porque não pudemos subir até o final ou porque estava chovendo. Mas o jardim de Luxemburgo compensou. É lindo. Ou melhor, perfeito. Assim como Versalhes – que, de novo por causa da chuva, não pudemos ver a “pequena veneza” nos jardins do palácio.
O Louvre impressiona pelo tamanho... deve levar uma semana para ve-lo por inteiro. O Museu d’Orsay, para mim, foi mais interessante. O Louvre é mais pop, um museu mais “fitinha”. Suas obras mais famosas são, quiçá, as mais famosas do mundo em suas respectivas categorias. Enquanto o Louvre tem “só” a Venus de Milo e a Monalisa o Museu D’Orsay tem várias obras interessantes... Rembrant, Van gogh, Monet... É emocionante passar pertinho e ver pinturas até então só vistas pela fama que possuem. E foi assim que mudei meu conceito de que passear por museus não era um programa divertido!
O que me decepcionou mesmo foram os Parisienses. Eu esperava um coice a cada esquina. Esperava grosserias infinitas por falar em inglês. Já havia até decorado uns palavrões em frances, caso fosse preciso me defender. Que nada! Francesada gente fina. Todos falando inglês, até os mais velhos - com aparência carrancuda.
Enfim, Paris é clássica e, em hipótese alguma, pode ser deixada de fora de um primeiro roteiro pela Europa.
Au revoir!
Tudo bem que ir a museus é um programa obrigatório para todo turista europeu. Mas na capital francesa isso é muito menos chato para os que, como eu, não gosta(va)m dessa idéia.
Por vezes sinto vergonha de ser ignorante o suficiente e não conhecer tão bem as histórias relatadas em esculturas, pinturas, gravuras... e tudo. Gostaria de saber mais sobre a biografia de pintores, a vida entre tantos movimentos culturais e, sobretudo, as monarquias. Porque não há duvidas que os castelos e palácios são o que mais me encanta. Não só pela riqueza, mas pela grandeza... eu acho. E poder imaginar a vida ha tanto tempo, parece um ideal tão romantico.
Bom, voltando à Paris, para mim a Torre foi um pouco decepcionante. Talvez porque não pudemos subir até o final ou porque estava chovendo. Mas o jardim de Luxemburgo compensou. É lindo. Ou melhor, perfeito. Assim como Versalhes – que, de novo por causa da chuva, não pudemos ver a “pequena veneza” nos jardins do palácio.
O Louvre impressiona pelo tamanho... deve levar uma semana para ve-lo por inteiro. O Museu d’Orsay, para mim, foi mais interessante. O Louvre é mais pop, um museu mais “fitinha”. Suas obras mais famosas são, quiçá, as mais famosas do mundo em suas respectivas categorias. Enquanto o Louvre tem “só” a Venus de Milo e a Monalisa o Museu D’Orsay tem várias obras interessantes... Rembrant, Van gogh, Monet... É emocionante passar pertinho e ver pinturas até então só vistas pela fama que possuem. E foi assim que mudei meu conceito de que passear por museus não era um programa divertido!
O que me decepcionou mesmo foram os Parisienses. Eu esperava um coice a cada esquina. Esperava grosserias infinitas por falar em inglês. Já havia até decorado uns palavrões em frances, caso fosse preciso me defender. Que nada! Francesada gente fina. Todos falando inglês, até os mais velhos - com aparência carrancuda.
Enfim, Paris é clássica e, em hipótese alguma, pode ser deixada de fora de um primeiro roteiro pela Europa.
Au revoir!
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