"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo"
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Uma idéia (nada) democrática
Lula, o filho do Brasil
Pronto. Mais um circo armado. E os palhaços? Bom, aqui, onde não existem falcatruas e corrupção, um filme que vangloria a trajetória de um “predestinado” obviamente NÃO (?) viria a calhar às vésperas de ano eleitoral. Ainda mais porque o predestinado em questão não tem como se reeleger.
Ah sim! Sem problemas então. Só porque o filme conseguiu um dos maiores orçamentos do cinema Brasileiro (15 milhões de Reais) não podemos julgar mal, mesmo porque foi tudo baseado no livro bibliográfico de uma jornalista – Denise Paraná - que entrevistou o próprio Sr. Presidente e sua família.
Será que o filme conta que Luís Inácio se aposentou com 42 anos (22 de serviços!) e recebe sua aposentadoria INTEGRAL do INSS por causa de uma tal de “Lei da Anistia” para presos políticos? (E como alguém pode ser anistiado sem ao menos ter sido cassado?)
Será que a família – e ele próprio – falou que Lula só esteve em prisão especial (e não foi um benefício concedido por sua escolaridade!), nada de grades?
Será que o filme mostra que ele não trabalha desde 1972 (Presidente do sindicato dos metalurgicos NÃO é pegar no batente, tá?) e recebe aposentadoria de mais de 3 mil reais do INSS , com isenção de Imposto de Renda? Isso quando a aposentadoria máxima para qualquer cidadão de bem - com longos 35 anos de contribuição - não passa de R$1600,00 mensais e que ainda são devidamente abatidos pelo “Leão”.
Realmente. Para ter tais benefícios só sendo predestinado mesmo.
Mas... Não! O filme não mostra nada disso.
É Ridículo. É mais uma dentre tantas ofensas desse governo medíocre e populista que, de novo, preparou seu pão e circo para uma platéia ignorante aplaudir. E quem aplaude são os próprios palhaços que se vangloriam de ter um presidente “do povo” que se orgulha de nunca saber de nada.
E advinha? O filme também não vai mostrar mensalão.
Um Presidente que nomeia para Ministro do Supremo Tribunal Federal um advogado – José Antônio Dias Toffoli - o qual quase toda a carreira foi à serviço exclusivo do PT, sem grande renome jurídico não pode saber de muita coisa mesmo. E isso, claro, o filme não vai mostrar.
A ressalva é que a situação poderia ser ainda pior: Já pensou um filme baseado no livro “José Genoíno: Escolhas Políticas”???
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