segunda-feira, 12 de outubro de 2009

E pro Brasil?

Essa semana duas matérias da revista Exame me chamaram muito a atenção. A primeira, óbvia, reportagem de capa - que narra a surpreendente tragetória da Friboi para se tornar a "empresa Brasileira mais globalizada". A segunda, com menos destaque - mas muito interessante - sobre a nomeação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal - José Antonio Dias Toffoli. Esta deixo para comentar no próximo post.

Não é raro no Brasil, vez em quando, aparecerem alguns "milagres" econômicos. Pessoas simples, com belas histórias de vida e que às custa de muito trabalho levantaram fortunas astronômicas. A revista Exame contou com exímia imparcialidade a bonita tragetória dos irmãos Batistas que transformaram o humilde açougue do pai na inabalável JBS- Friboi, o segundo maior grupo privado do Brasil.
Teria tudo para ser mais uma dessas íncriveis jornadas do estilo "Silvio Santos" que nos surpreendem a cada dia... Mas, eis que surge o famigerado BNDES.

"Em cada uma das grandes aquisições, lá estava o BNDES fazendo um aporte de capital para tornar o negócio viável sem sacrificar a saúde financeira da empresa. Agora, na compra da endividada Pilgrim’s, a JBS anunciou que a venda de quase 30% da subsidiária americana para um não identificado "investidor privado" vai tornar a aquisição possível. Segundo EXAME apurou, o tal "investidor privado" é, na verdade, bastante público: o BNDES deve liderar o investimento de 2,5 bilhões de dólares na JBS americana."

Banco NACIONAL de Desenvolvimento Econômico e Social. No sítio do BNDES, a justificativa:

"Outro importante mérito do investimento apoiado pelo BNDES diz respeito à diversificação do risco da empresa em relação a barreiras fito-sanitárias e ao aumento de produtos com a entrada de mais uma proteína, a suína, no mix de vendas."

Eu admiro todos os irmãos Batista. E todas as pessoas que conseguem o tal apoio para se desenvolver. Não questiono a idoneidade de tais cidadãos. A minha questão é: E para desenvolver o Brasil?
R$2,5 Bilhões fariam diferença. Ou deveriam fazer, se aplicados direta e corretamente.
E não é só com a JBS. São muitos casos semelhantes de valores nada humildes que impulsionam empresas e particulares.
Não que a JBS não forneça uma boa receita, vários empregos e tudo mais. O que eu to falando é de Educação. Saneamento. Segurança. Essas coisas que estão sempre em falta por aqui.

...
Talvez o problema do Brasil seja definir prioridades.

Um comentário:

  1. Tambem acho. Com a mesma generosidade foram tratados o Grupo Bertim e o Marfrig. Por atras disso tudo, como corretor, esta o Waldomiro, do Jose Dirceu, que continua manobrando com toda liberdade nos bastidores.Assim as Zelites comtinuam com a mao na grana.

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