"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo"
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
É a vida!!!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Roteiro da Lu
Genebra, Lausanne, Lyon, Copenhagem, Londres, Bruxelas, Torino, Florença, Milão, Dubrovinik, Split, Zadar, Pisa, Tirgu Muris, Brassov, Cluj Napoca... Budapest... Frankfurt... BRASIL!
Avião, Trem, Onibus e Carro...
Uma parte sozinha e outra com amigos...
Esse é o roteiro que várias pessoas estão me pedindo...
Será que vai valer a pena?
Será?
hahahaha
quinta-feira, 3 de junho de 2010
É hora de dizer adeus!
Chegou a hora de dizer Adeus. Eu não queria, por Deus, como eu não queria!
Mas, chegou a hora.
E aqui vamos nós.
Foram apenas 5 meses...
"Apenas" não cabe na imensidão do que tudo isso significou.
Não cabe nas paisagens que vimos,
Não cabe na rotina simples de uma língua estranha,
Não cabe nos litros de vinho, cerveja, pálinka, tequila e tantas outras coisas que bebemos.
"Apenas" não cabe nas festas, nos bares, nos restaurantes.
Não cabe nas viagens,
nas fofocas,
nas comidas,
nas alegrias...
"Apenas" não cabe nas vozes,
nos sotaques,
não cabe nas fotos.
"Apenas" não cabe na diversidade cultural que vivemos, e, de nenhuma forma, cabe nas amizades que conquistamos!
Os dias em 5 meses não foram muitos, mas foram suficientes para serem os melhores da minha vida.
Parece que foi ontem que chegamos, tímidos, de cabelo curto, oferecendo apenas sorrisos...sem saber nomes, nacionalidades ou como xingar ou brindar em outras línguas.
De repente, egészségedre, e como que por mágica, começou a parecer que estivemos sempre aqui, juntos...
No trem 4 ou 6, no 49 ou 47. Na Blaha Lujza tér. No Morrison's nas segundas-feiras. No "regular Pub evening" das quarta-feiras.
Nas festas nos flats, com a usual reclamação dos vizinhos
Juntos, para o Langos gorduroso ou o Kebab sujo na larica da madrugada.
Juntos. Simplesmente juntos, como amigos de infância. Como amigos para toda a vida.
É difícil aceitar a realidade de que a maioria dessas pessoas que eu gosto tanto (tanto!) eu nunca mais vou ver. Aqueles mais próximos, quem sabe, uma ou duas vezes... daqui uns 10 anos, se até lá não me esquecerem...
Não é questão de ponto de vista ou de qual lado do Oceano estamos. É questão de que a vida é assim e somos obrigados a lidar com perdas e separações o tempo todo.
Isso me faz amadurecer muito e, sobretudo, me faz acreditar que a vida vale a pena... mesmo que essas coisas tão boas acabem logo... e mesmo que não tenhamos nada mais lindo e especial que isso... um outro dia vai nascer... uma nova primavera a cada ano!
Quem sabe o que nos aguarda?
E então, por mais longe que eu esteja, vou sempre lembrar com imenso carinho desse pessoal todo. Até dos mais chatos, dos mais nerds, dos não tão bonitinhos. Com muito carinho, vou lembrar... não importando quantos Oceanos de distância eu esteja.
Um salve às redes sociais. Deus abençoe o Facebook, MSN e Skype, mas ainda espero sentir o cheiro de vocês qualquer dia, em algum lugar...
Obrigada meus amigos.
Obrigada por tudo!
Espero vê-los novamente, algum dia em qualquer lugar...
Sentirei (muitas) saudades!
Valeu a pena!
Um verso de Chaplin e um de autor desconhecido descrevem com maestria meus sentimentos de agora:
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." Chaplin
"Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
Maria Luiza
quarta-feira, 26 de maio de 2010
O ponto final??????
Quem me conhece sabe que não sou lá de meio-termos. A intensidade acompanha meus gostos, amizades, rotinas e paixões. Vivo tudo que posso, do sofrimento de amores mal resolvidos às gargalhadas exageradas.
Exagero cabe bem à mim. Quero tudo - e todos - ao mesmo tempo, no mesmo lugar, comigo!
Pode ser muito, mas se não for TUDO, aqui, em mim, não serve... e então, vez em quando, bate o medo e é terrível...
Quando sinto, qualquer sentimento que seja - da raiva ao amor - oceanos e anos não me limitam ... mas aí, vez em quando, vem a insegurança... e é terrível...
Só que também sou imediatista... quando acaba o encanto e perco a vontade é tarde demais... e aí, vez em quando, tem a saudade... e é terrível...
O que não faz bem mantenho longe. Pessoas, principalmente,... e, de repente, vem o instinto... e é terrível...
Por tudo isso, pelo turbilhão de sentimentos acumulados tantos dias longe... pelas lições de vida de um cotidiano tão diferente... pelas amizades tão verdadeiras angariadas em dias de sol e chuva... pelos litros de álcool partilhado em danças charmosas e tombos Homéricos... por toda a felicidade - que pouca não é - e por todas as lágrimas de saudade que ei de chorar em dias sem cores... do que eu era antes de um dia tirar os pés do Brasil ao que eu sou agora e à brisa leve que baterá em meu coração quando lembrar tudo isso em algum tempo, em outras línguas, em várias estradas, em muitas lembranças... por tudo isso e por muito mais, eu afirmo que o meu passado é muito mais do que perfeito. E a minha vida é muito mais simples que a língua portuguesa.
E uso muito o "muito" porque gosto mesmo desse negócio de intensidade! E tenho esse problema com o ponto final...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Começo do fim...
sento,
escrevo,
apago, escrevo de novo,
de novo.
Lá vem ela, a tal da angústia, e não passa,
e escrevo mais,
e apago de novo,
e disfarço... e
Mil coisas a fazer, a estudar, e aqui estou, a tentar descrever,
decifrar,
qualquer coisa que pudesse mostrar tanta,
e laços
e sorrisos
tentando explicar,
o que aconteceu nos últimos tempos,
as saudades que já sentidas do que ainda não acabou,
tentando adiar a idéia do começo do fim.
Não adianta escrever, gritar, ver ou chorar...
ou vomitar saudades em prosa
ou vida em poesia.
Ela
em outro lugar,
e a saudade,
indelével, do outro lado de um oceano qualquer,
Frio, calor e vento primaveril... sentimos juntos
continuemos juntos
em lembrança, nostalgia,
e amigos de tempos idos serão aqueles a olhar na fotografia os "laços invisíveis que havia"...
Algumas coisas deveriam durar para sempre!
É só.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Fechar os olhos e sentir...
quarta-feira, 7 de abril de 2010
tem como não sentir saudades?
não!
E não tem como não sentir saudades de casa desse jeito!!!
...
terça-feira, 30 de março de 2010
Breve comentário
sábado, 20 de março de 2010
Morar fora
Não é apenas caminhar por ruas diferentes ou conhecer pessoas e culturas diversificadas.
Não é apenas o valor do dinheiro que muda.
Não é apenas trabalhar em algo que você nunca faria no seu pais.
Não é apenas ter a possibilidade de ganhar muito mais dinheiro do que se ganhava.
Não é apenas conquistar um diploma ou fazer um curso diferente.
Morar fora não é só fazer amigos novos e colecionar fotos diferentes.
Não é apenas ter horarios malucos e ver sua rotina se transformar diariamente.
Não é apenas aprender a se virar, lavar, passar, cozinhar.
Não é apenas comer comidas diferentes, pagar suas contas no vencimento, se matar para pagar o aluguel.
Não é apenas não ter que dar satisfações e ser dono do seu nariz.
Não é apenas amar o novo, as mudanças e tambem sentir saudades de pessoas queridas e algumas coisas do seu pais.
Não é apenas levantar da cama em um segundo quando chega encomenda do Brasil.
Não é apenas já saber que é alguém do Brasil ligando quando toca seu celular sempre no mesmo horário.
Não é apenas a distância.
Não são apenas as novidades.
Não é apenas uma nova vista ao abrir a janela.
Morar fora é se conhecer muito mais.
É amadurecer e ver um mundo de possibilidades a sua frente.
É ver que é possivel sim, fazer tudo aquilo que você sempre sonhou e que parecia tão surreal.
É perceber que o mundo está na sua cara e você pode sim, conhece-lo inteiro.
É ver seus objetivos mudarem.
É mudar de ideia.
É colocar em pratica.
É ter que mudar sua cabeça todos os dias.
É deixar de lado as coisas pequenas.
É saber tampar o seu ouvido.
É se valorizar.
É ver sua mente se abrir muito mais, em todos os momentos.
É se ver aberto para a vida.
É não ter medo de arriscar.
É colocar toda a sua fé em prática.
É ter fé.
É aceitar desafios constantes.
É se sentir na Terra do Nunca e não querer voltar.
É querer voltar e não conseguir se imaginar no mesmo lugar.
Morar em outros paises é se surpreender com você mesmo.
É se descobrir e notar que na verdade, você não conhecia a fundo algo que sempre achou que conhecia muito bem: VOCÊ MESMO!!!!”.
Verdade maior não há!
Infelizmente não sei de quem é esse texto para dar os créditos...
.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Tudo novo, de novo!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Welcome to Eger
Viagem muito legal... imaginem, 90 estudantes quase todos com menos de 24 anos, com sede de conhecimento, por assim dizer!
Conhecemos a cidade, lindinha por sinal... quieta, com bons ares interioranos, quase sem carros nas ruas, as casinhas todas iguais e um castelo medieval pra dar mais charme. É uma das que mais produzem vinhos da Hungria ou a que produz um dos melhores... eu sei lá, porque não entendo muito de vinhos... hehehehe
Conhecemos o castelinho, bem fraco por sinal, porque tinha umas animações dos canhões em funcionamento que pareciam ser feitos por crianças de 5a série, mas valeu a pena pela vista lá do alto, onde dava pra ver toda a cidade e pelo "mestre dos magos" (vide foto) assustador que nos guiava.
Depois de andar pelo centro pequeno e ver umas igrejas e ruas apertadas fomos para um Pub no tempo livre antes de conhecer o Hostel (agente sempre vai para um Pub). De lá, então, tivemos a esperada degustação de Vinhos. Nossa! Que lugar "da hora"! Você chega na frente, acha que é um lugar furrebinha de nada, de repente um monte de corredor, cheios de barris de vinho envelhecendo e fungos na parede e garrafas guardadas... até que sentamos na mesa... com pães, queijos e água com gas(yes!!!)!
De volta ao Hostel... uma festinha para o nosso pessoal... mas sem opções de bebida: tinha que ser vinho. Como era open bar e já estava incluso no preço da viagem: Maravilha! Deu até pra ficar bebadinha, de leve! hehehe
Aí, no domingo... uma das coisas mais legais que eu tive aqui até agora. Não sei se todos sabem que a Hungria é famosa por seus SPAs de águas termais... Muito legal! Haviam várias piscinas dentro e fora do lugar... Se você pensou que as piscinas do lado de fora estavam desligada... pééééééé! Você errou!!!
É... agora, pensa que cena bonita: você dentro de uma piscina, bem de boa. Água a 39°C e lá fora -2°C, cheio de neve!!! Ah... viu porque eu queria minha maquina à prova d'agua?
Aí uns doidos lá saiam da piscina... e brincavam de guerrinha de neve... depois voltavam! Eu não fiz isso... Juro!!! Mesmo porque se tivesse feito estaria morta, provavelmente... Eu parecia um hipopótamo: ficava só a cabecinha pra fora e mesmo assim voltei com a garganta arranhando!
E uma coisa é certa: não tem nada mais relaxante que isso: Águas sulfurosas. Depois dormi a viagem inteira de volta....
Fotinha do lado de fora só pra dar uma idéia:
Ahh sim... experimentamos comidas tradicionais Húngaras... e estavam realmente deliciosas!
E tudo isso custou menos de 50 euros: TUDO incluso... Desde o onibus, SPA, acomodação até a bebida do almoço...
Viu como vai ser fácil ser feliz aqui? hehehe
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Budapeste!!!
Sortuda demais eu sou.
Bem, primeiramente o óbvio: Estou adorando!
Existem três capítulos a serem discutidos: A cidade, a universidade e as pessoas. (Língua, comida e moeda também serão abordados! rs)
A cidade é linda... Facilidades de uma cidade moderna em construções milenares. Antiga, com energia jovem. Limpa, organizada e charmosa. Tudo isso em um custo de vida até injusto por seu valor.
Os ônibus, metrôs e Trens são antigos. Caindo aos pedaços, eu diria. Provavelmente são herança do passado soviético. Mas não se engane, tudo funciona perfeitamente.
A Universidade não poderia ser melhor. Uma super estrutura para receber os mais de 200 estudantes estrangeiros que aqui chegam a cada semestre. Ajudam a encontrar casa, recepcionar os alunos e promovem integração entre todos esses povos tão diferentes, tão iguais!
As pessoas são amigáveis o quanto podem, ou, o quanto o Magyar (idioma Húngaro) permite. Eu, particularmente, quando ando perdida com um mapa por aí sempre aparece alguém oferendo informação. As vezes eles não conseguem ajudar, mas, vale a intenção.
Os estudantes preparam uma semana de recepção, até o momento, excepcional.
Festas todos os dias. Palestras. E, pra terminar com chave de ouro, uma viagem a Éger, uma cidade interiorana com um Castelo, degustação de vinho e uma das atividades mais comuns por aqui: SPA de águas termais.
Não faz nem uma semana que aportei por aqui e já me sinto em casa. Com uma sensação de paz, sabe? Estou sentindo que vai ser o melhor ano da minha vida!
E agradeço todos os dias por ter estar aqui esse ano, logo depois de Londres. As coisas aconteceram pra mim no tempo certo. Se tivesse ido pra Londres antes de Budapeste talvez lá não tivesse tanto valor como teve. Se aqui viesse antes de lá talvez aqui não fosse tão alucinante. É. Acho "alucinente" uma boa palavra.
Estou cercada de boas energias. Boas pessoas.
Tenho muitas coisas a contar, a descrever... As primeiras lições de Húngaro. Os amigos com os quais os laços já vão se estreitando... E o imenso universo de pessoas que aqui estão. De todos os lugares do mundo. Lugares os quais eu nem sabia que existiam. (Tem um garoto de uma ilha do Caribe menor do que São Carlos!!!)
Tenho medo de esquecer detalhes e não dar o devido valor à imensa alegria que eu sinto agora... e que espero que dure pelos próximos meses...
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Aahh... o amor... a liberdade...!
Sempre fui autora de mim. E me pegar perdendo o chão por qualquer causa me deixa louca. Eu não admito isso. Vez em quando, é claro, me entrego a voos verticais e outras venturas. Mas não é da minha natureza esperar que me dêem liberdade. Não espero pelo pouco que há de essencial na vida. Sendo liberdade uma delas, eu mesma me concedo.
E ser livre me afasta do amor. Pelo menos esse amor cantado em rimas e proclamado em prosas aos quatro ventos, cheio de códigos e regras, por quem se prende ao ideal, ao literário. O que sinto está longe de encurtar distâncias e secar oceanos. Se fosse pintura não seria da Vinci nem Michelangelo. Talvez uma Tarsila, incompreendida e notória.
Para quem procura por paixão, descontrolada, absoluta... Penso que procura o trivial, o vício, o amor literário. Então, agradeço por desprender-me assim. O que tenho a oferecer não é cego, não é ébrio. Dou-me ao luxo da calmaria. E, por assim dizer, guardo tudo comigo.
Meus sentimentos independem de mim e não me tiram a independência.
Tanta liberdade soaria como desculpas esfarrapadas de jovem aventureira. Seria risível, até, vendo-me anos atrás, tão possessiva quanto fosse possível. Não sou mais assim. Esqueço datas, descrevo sensações.
Sem almoços aos domingos, reuniões familiares ou jóias no anular. Tenho muito mais do que isso. E, melhor, tenho para mim.
E o meu amor é tão urgente e belo que poderia sim ser o ideal... mas ha tantos clichês a vencer que prefiror dedicar meu tempo todo ao amar. Ainda que em memórias e saudades. Esta distância, maldigo-a, impede-me de dividir contigo todas estas palavras, baixinho, na tua boca. Pequenos segredos, só nossos. E mesmo com oportunidade não o faria. Beberia mais um copo de fel... para então seguir.
Mas, se for verdadeiro (eu sei que é), ha de bastar, esse sentimento. Porque o que não é tudo pode ainda ser tanto que quase infinito.
Amo, do meu jeito, e sou livre... estando sua.
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domingo, 10 de janeiro de 2010
Cervejas
sábado, 9 de janeiro de 2010
Imaginação de mãe
você morreu!
2] se você saiu, demora e não atende o celular:
você foi sequestrada e morreu!
3] Se saiu com as amigas, demora e não atende o celular:
4] Se saiu com os amigos pra caçar gatinho, demora e não atende o celular:
você está bebada, engravidou de qualquer pé rapado, foi sequestrada e morreu.
Aí, quando você atende o celular:
- oii filhinha, a mamãe ta ligando só pra saber se está tudo bem, sabe tive um pressentimento, mas nada de mais.
- tá sim mãe. Posso voltar a dormir agora?!


