quinta-feira, 26 de agosto de 2010

É a vida!!!

Passado pouco mais de um mês desde o regresso à Pátria (amada ?) e depois de muita correria por conta de mudança, documentos, matrículas e etc... eu resolvi postar esse texto...

Os últimos 35 dias eu desejei que meus olhos tirassem fotos e minha mente pudesse guardar tudo o que eu fiz e vi nesse tempo. Não foram os 35 dias mais confortáveis... Nem os mais cheios de grana... Mas foram memoráveis com certeza.
Meus amigos com certeza vão saber de cada história, dos detalhes mais engraçados, ainda que não sinta a mesma emoção que eu, e, eventualmente, não acharão a mesma graça...
O que eu queria mesmo é que eu pudesse guardar cada minutinho de risada histérica só pra daqui algum tempo, nesses dias de baixo-astral que teimam em aparecer, eu recupere em mim aquela paz que só o azul do Adriático pode passar... ou aquele romantismo do pôr do sol mais maravilhoso que eu já vi ou ainda a felicidade de morar na cidade mais bonita do leste Europeu e ter a certeza disso olhando a cidade de cima, toda iluminada, na minha ultima noite por ela.
Os últimos meses foram qualquer coisa entre o muito bom e o excelente. Eu adorei  cada um dos meus dias, de chuva ou sol... de Morrison ou Szimpla... de restaurante ou comidinha “by Tesco”. Foram os meses mais felizes dos últimos 283 meses!!!
Esse texto eu escrevi no Aeroporto, enquanto esperava o vôo para Frankfurt, nos meus últimos minutos de Budapeste. Naquele momento, ansiedade era o único sentimento que eu podia sentir. Eu queria chegar logo. Abraçar meus pais e sentir o cheiro de casa, de colo.
Budapeste, naquele momento, já não fazia mais sentido.
Por quê?
De repente aquelas construções seculares já não passavam de simples construções de uma cidade previsível. Faltavam aqueles rostos, que me acompanharam por tantos dias. Faltavam seus sotaques, risadas e jargões.
Mas como seria a volta? Uma nova casa, nova rotina, na cidade que, antes, eu já quase não suportava. Na faculdade que eu quase não suportava. Em um curso que eu, definitivamente, não suportava.
Era como entrar em um pesadelo.
Mas como pode ser um pesadelo se eu tenho tantas coisas boas, que eu amo e não sei como vivi tanto tempo sem? Meus pais, meus irmãos, minha casa confortável e meus amigos daqui que mesmo ficando tanto tempo sem contato e em mundos tão diferentes ainda temos aquelas conversas boas e que me dão a certeza de que eu só tenho o que agradecer a tudo que acontece na minha vida.
O que eu sei é que Saudade é a única coisa que não tem remédio por aqui, em mim. Quando estou aqui sinto falta de quem está lá. Quando lá, sinto falta de quem está aqui... Não tem jeito!
Lindamente, não tem...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Roteiro da Lu

Genebra, Lausanne, Lyon, Copenhagem, Londres, Bruxelas, Torino, Florença, Milão, Dubrovinik, Split, Zadar, Pisa, Tirgu Muris, Brassov, Cluj Napoca... Budapest... Frankfurt... BRASIL!

Uma mochila...max 10 kilos(!!!acha?!!!)... 9 países... várias cidades... 34 dias...
Avião, Trem, Onibus e Carro...
Uma parte sozinha e outra com amigos...
Esse é o roteiro que várias pessoas estão me pedindo...
Será que vai valer a pena?
Será?
hahahaha

quinta-feira, 3 de junho de 2010

É hora de dizer adeus!

Lembro, como se fosse hoje, minha formatura do colegial e aqueles 57 estudantes, juntos, a maioria, por mais de 10 anos, chorando nos ombros e fazendo promessas de amizades eternas e churrascos anuais. E isso funcionou, por 6 meses. Talvez um pouco mais. Depois as conversas foram rareando e até os pequenos grupos dispersando. Um ano depois nenhum churrasco teve mais de 15, daqueles 57, ao mesmo tempo.
As amizades que eram mais estreitas continuaram... Ainda tenho uns 4 amigos daquela época que por sorte mantenho contato por tecnologias virtuais.

São etapas que passamos. O colegial foi uma delas... a faculdade será outra...
E, agora, Budapeste...


Ok.
Chegou a hora de dizer Adeus. Eu não queria, por Deus, como eu não queria!
Mas, chegou a hora.
E aqui vamos nós.
Foram apenas 5 meses... 
"Apenas" não cabe na imensidão do que tudo isso significou. 
Não cabe nas paisagens que vimos,
Não cabe na rotina simples de uma língua estranha,
Não cabe nos litros de vinho, cerveja, pálinka, tequila e tantas outras coisas que bebemos. 
"Apenas" não cabe nas festas, nos bares, nos restaurantes.
Não cabe nas viagens,
nas fofocas,
nas comidas,
nas alegrias...
"Apenas" não cabe nas vozes, 
nos sotaques,
não cabe nas fotos.
"Apenas" não cabe na diversidade cultural que vivemos, e, de nenhuma forma, cabe nas amizades que conquistamos!
Os dias em 5 meses não foram muitos, mas foram suficientes para serem os melhores da minha vida.
Parece que foi ontem que chegamos, tímidos, de cabelo curto, oferecendo apenas sorrisos...sem saber nomes, nacionalidades ou como xingar ou brindar em outras línguas.
De repente, egészségedre, e como que por mágica, começou a parecer que estivemos sempre aqui, juntos...
No trem 4 ou 6, no 49 ou 47. Na Blaha Lujza tér. No Morrison's nas segundas-feiras. No "regular Pub evening" das quarta-feiras.
Nas festas nos flats, com a usual reclamação dos vizinhos (muito) chatos.
Juntos, para o Langos gorduroso ou o Kebab sujo na larica da madrugada.
Juntos. Simplesmente juntos, como amigos de infância. Como amigos para toda a vida.
É difícil aceitar a realidade de que a maioria dessas pessoas que eu gosto tanto (tanto!) eu nunca mais vou ver. Aqueles mais próximos, quem sabe, uma ou duas vezes... daqui uns 10 anos, se até lá não me esquecerem...
Não é questão de ponto de vista ou de qual lado do Oceano estamos. É questão de que a vida é assim e somos obrigados a lidar com perdas e separações o tempo todo.
Isso me faz amadurecer muito e, sobretudo, me faz acreditar que a vida vale a pena... mesmo que essas coisas tão boas acabem logo... e mesmo que não tenhamos nada mais lindo e especial que isso... um outro dia vai nascer... uma nova primavera a cada ano!
Quem sabe o que nos aguarda?
E então, por mais longe que eu esteja, vou sempre lembrar com imenso carinho desse pessoal todo. Até dos mais chatos, dos mais nerds, dos não tão bonitinhos. Com muito carinho, vou lembrar... não importando quantos Oceanos de distância eu esteja.
Um salve às redes sociais. Deus abençoe o Facebook, MSN e Skype, mas ainda espero sentir o cheiro de vocês qualquer dia, em algum lugar...
Obrigada meus amigos.
Obrigada por tudo!
Espero vê-los novamente, algum dia em qualquer lugar...
Sentirei (muitas) saudades!
Valeu a pena!


Um verso de Chaplin e um de autor desconhecido descrevem com maestria meus sentimentos de agora:


"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,  porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." Chaplin


"Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! 
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente..." Autor desconhecido


Maria Luiza

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O ponto final??????

Eu não usava o pretérito mais-que-perfeito em meus textos. Mas, de aqui por diante, quero deixar bem claro como o pretérito é mais que perfeito pra mim. E o presente, e, provavelmente, o futuro.
Quem me conhece sabe que não sou lá de meio-termos. A intensidade acompanha meus gostos, amizades, rotinas e paixões. Vivo tudo que posso, do sofrimento de amores mal resolvidos às gargalhadas exageradas.
Exagero cabe bem à mim. Quero tudo - e todos - ao mesmo tempo, no mesmo lugar, comigo!
Pode ser muito, mas se não for TUDO, aqui, em mim, não serve... e então, vez em quando, bate o medo e é terrível...
Quando sinto, qualquer sentimento que seja - da raiva ao amor - oceanos e anos não me limitam ... mas aí, vez em quando, vem a insegurança... e é terrível...
Só que também sou imediatista... quando acaba o encanto e perco a vontade é tarde demais... e aí, vez em quando, tem a saudade... e é terrível...
O que não faz bem mantenho longe. Pessoas, principalmente,... e, de repente, vem o instinto... e é terrível...
Por tudo isso, pelo turbilhão de sentimentos acumulados tantos dias longe... pelas lições de vida de um cotidiano tão diferente... pelas amizades tão verdadeiras angariadas em dias de sol e chuva... pelos litros de álcool partilhado em danças charmosas e tombos Homéricos... por toda a felicidade - que pouca não é - e por todas as lágrimas de saudade que ei de chorar em dias sem cores... do que eu era antes de um dia tirar os pés do Brasil ao que eu sou agora e à brisa leve que baterá em meu coração quando lembrar tudo isso em algum tempo, em outras línguas, em várias estradas, em muitas lembranças... por tudo isso e por muito mais, eu afirmo que o meu passado é muito mais do que perfeito. E a minha vida é muito mais simples que a língua portuguesa.
E uso muito o "muito" porque gosto mesmo desse negócio de intensidade! E tenho esse problema com o ponto final...

Eu não gosto de encerramentos.
Porque colocar pontos finais quando existem as vírgulas? Ou as interrogações? Ou as reticências?
Ah! As reticências... como eu gosto delas! e de encerrar textos e capítulos da minha vida com elas...
Porque ainda trazem a idéia de continuidade em um pouco de imaginação...
Claro que eu posso até entender que as mudanças de vez em quando fazem bem... mas essas idéias de guinadas super radicais entre um fim e um começo me aborrecem...
O conformismo me irrita, a simplicidade me completa e a paciência me falta. 
Percebi, nesse tempo, que minha loucura por viajar não é para conhecer cidades, tão pouco ver prédios, castelos e afins. Eu, definitivamente, descobri que as pessoas têm em mim muito mais poder do quaisquer construções monumentais... E é por elas toda a minha angústia dos últimos dias...
Porque meu ano 2010 não seria sensacional sem Rachel, Gulsah, Elena, Irene, Julia, Breno, Ozguns e tantas outras nacionalidades dentro de pessoas tão especiais...
Porque minha vida não seria sensacional sem minha família, as meninas de Promissão, os meninos de Sampa, a galera de São Carlos... sem o Wagner, a Elem, Andressinha e tantos outros lá de Londres...
Hoje eu não to conseguindo encadear idéias... então vou deixar tudo assim neste post, bem confuso, como está o meu coração...

"E quando olhei no espelho eu vi meu rosto e já não reconheci,
então vi minha história tão clara em cada marca que estava alí..."

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Começo do fim...

Acordo,
sento,
escrevo,
apago, escrevo de novo,
de novo.
Lá vem ela, a tal da angústia, e não passa,
e escrevo mais,
e apago de novo,
e disfarço... e não engano.
Mil coisas a fazer, a estudar, e aqui estou, a tentar descrever,
decifrar,
qualquer coisa que pudesse mostrar tanta, tanta, tanta, tanta, felicidade,
e laços
e sorrisos
tentando explicar,
o que aconteceu nos últimos tempos,
as saudades que já sentidas do que ainda não acabou,
tentando adiar a idéia do começo do fim.
Não adianta escrever, gritar, ver ou chorar...
ou vomitar saudades em prosa
ou vida em poesia.

A primeira festa de despedida,
com a garganta cheia de nó(s)
vinho cheio de lágrimas
e a certeza de que valeu a pena
e ainda está, a valer...


Ela(s), a vida (e a angustia), vai(ão) continuar,
em outro lugar, (que rima tosca!),
e a saudade,
indelével, do outro lado de um oceano qualquer,
Frio, calor e vento primaveril... sentimos juntos
continuemos juntos
em lembrança, nostalgia,
e amigos de tempos idos serão aqueles a olhar na fotografia os "laços invisíveis que havia"...

Algumas coisas deveriam durar para sempre!

É só.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Fechar os olhos e sentir...

Pois é, sei que ando em falta com este blog. E nem é por falta de tempo. Talvez seja mais apropriado dizer falta de palavras...
Algumas datas têm mais força em mim. O carnaval. A Páscoa. 
Ahh... A Páscoa! 
Quase todos nossos amigos europeus recebendo os pais, os irmão, namorados, ou, no mínimo, os amigos. Ou ainda visitando suas casas e tudo o mais... Mas não quero parecer melancólica ou triste... não é nada disso! 

Ha pouco mais de dois meses sentia-me uma bixete. Completamente perdida e fascinada, tal qual meu primeiro (e glorioso) ano universitário. Ainda sinto o mesmo frescor...e as coisas caminham normalmente por aqui. Já tenho uma louca rotina que inclui festa, aulas e infelizmente algumas provas. Já tenho aqueles amigos mais próximos e aqueles que não gosto muito.
Já sabemos os lugares onde comer. Já tenho meus lugares preferidos também...  E beber vinho como "long neck" não mais é um absurdo. Aliás, cerveja mais barata que vinho que é sim um absurdo.
E agora, no meio do semestre, acha que as expectativas e inseguranças acabaram?
Não!
Uma longa viagem nos espera e dentro de dois meses (exatamente!) estarei com o pé na estrada de novo, com a minha velha companheira mochila para conhecer vários lugares (e etc, etc, etc) novos!
Viajar sozinha não é chato? Não!
E mesmo assim, fortuitamente, dessa vez tenho companhias fixas para todos os meus destinos...

Este mês de abril será fantástico turisticamente falando. E será drástico financeiramente falando.
Munich. Viena. Cracóvia. Essas são as já visitadas. Pra fechar os finais de semana com chave de ouro: Estocolmo (o primeiro dos países da Escandinávia, sonho antigo).

Queria ter mais habilidade para falar de cada cidade. Da beleza de Viena ou da alegria de Munich, por exemplo. Do charme de perder uma tarde todinha com as meninas mais engraçadas do Erasmus de Budapeste tomando chá e conversando sobre todos assuntos possíveis. Agente aprende cada coisa!!! hehehe
Queria poder expressar todo meu carinho pelos meus amigos daqui, que tornaram-se uma grande família. Minha preferência pelos turcos e gregos. O carinho enorme por uma Italianazinha tão cativante ou seus dois flatmates franceses. E tantos outros... Amigos que me dão a certeza de que por onde quer que eu ande estou sempre rodeada de anjos da guarda... 
São muitas histórias... que infelizmente não terão graça no Brasil. E por isso estou aproveitando ao máximo para gargalha-las por aqui. 

As ruas Budapestinas, agora com árvores verdes que ja perderam suas flores primaveris, as mesmas ruas onde passo diariamente e sinto agora tão minhas... tão lindas! Dão-me uma sensação boa... e eu queria (tanto!) que todos sentissem o mesmo... Qualquer dia perco algumas horas de meu dia falando dessas ruas e dessa rotina maravilhosamente colocadas em meu destino!

Alguns amigos me disseram se sentir solitários aqui... mas se todo "sofrimento" fosse assim o mundo seria bem mais feliz...
Fechar os olhos e sentir que eu não vivo bem com a solidão!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

tem como não sentir saudades?

Existem olhinhos mais sinceros do que estes? mais doces?
não!
E não tem como não sentir saudades de casa desse jeito!!!

...

terça-feira, 30 de março de 2010

Breve comentário

Com certeza pensei que, dentre tantas coisas, atualizar meu blog seria das mais freqüentes. Ledo engano. Perdida entre farras, viagens, estudos e planos não me resta tempo de dividir tantas experiências como deveria.
Já mudei de casa, conheci gente, fiz viagens legais (outras nem tanto e ainda outras quase ilegais)... e, novamente, vem aquela falta de palavras para descrever as situações!
A temperatura já vai alta e aquele gelo das calçadas de quando cheguei não mais existem. Casaco de lã devidamente guardado no lugar da expectativa das flores primaveris nascendo em canteiros aleatórios de uma cidade de poucos jardins. As ruas, essas tão belas, já fazem parte do meu dia, e, porque não dizer, da minha vida. Não sei ao certo quando isso começou, talvez no primeiro instante, talvez ontem... mas agora tudo que vejo são mais, muito mais, do que construções antigas de uma cidade promissora.
As pessoas e seus mau humores. Os amigos e seus calores. A vida e seus rumores.
Poesia vomitada em sentimentos tão confusos. É saudade dos meus Brasileiros, tão caros. É vontade de adiar a volta, tanto quanto possível....
E é isso aí!
...


Tenho um outro blog agora, mais específico... o qual divido com minha flatmate, roommate, kitchenmate, bathroommate, a sarcástica Rachelzinha.
http://pomadanosaci.blogspot.com


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sábado, 20 de março de 2010

Morar fora

"MORAR FORA não é apenas aprender uma nova lingua.
Não é apenas caminhar por ruas diferentes ou conhecer pessoas e culturas diversificadas.
Não é apenas o valor do dinheiro que muda.
Não é apenas trabalhar em algo que você nunca faria no seu pais.
Não é apenas ter a possibilidade de ganhar muito mais dinheiro do que se ganhava.
Não é apenas conquistar um diploma ou fazer um curso diferente.
Morar fora não é só fazer amigos novos e colecionar fotos diferentes.
Não é apenas ter horarios malucos e ver sua rotina se transformar diariamente.
Não é apenas aprender a se virar, lavar, passar, cozinhar.
Não é apenas comer comidas diferentes, pagar suas contas no vencimento, se matar para pagar o aluguel.
Não é apenas não ter que dar satisfações e ser dono do seu nariz.
Não é apenas amar o novo, as mudanças e tambem sentir saudades de pessoas queridas e algumas coisas do seu pais.
Não é apenas levantar da cama em um segundo quando chega encomenda do Brasil.
Não é apenas já saber que é alguém do Brasil ligando quando toca seu celular sempre no mesmo horário.
Não é apenas a distância.
Não são apenas as novidades.
Não é apenas uma nova vista ao abrir a janela.
Morar fora é se conhecer muito mais.
É amadurecer e ver um mundo de possibilidades a sua frente.
É ver que é possivel sim, fazer tudo aquilo que você sempre sonhou e que parecia tão surreal.
É perceber que o mundo está na sua cara e você pode sim, conhece-lo inteiro.
É ver seus objetivos mudarem.
É mudar de ideia.
É colocar em pratica.
É ter que mudar sua cabeça todos os dias.
É deixar de lado as coisas pequenas.
É saber tampar o seu ouvido.
É se valorizar.
É ver sua mente se abrir muito mais, em todos os momentos.
É se ver aberto para a vida.
É não ter medo de arriscar.
É colocar toda a sua fé em prática.
É ter fé.
É aceitar desafios constantes.
É se sentir na Terra do Nunca e não querer voltar.
É querer voltar e não conseguir se imaginar no mesmo lugar.
Morar em outros paises é se surpreender com você mesmo.
É se descobrir e notar que na verdade, você não conhecia a fundo algo que sempre achou que conhecia muito bem: VOCÊ MESMO!!!!”.



Verdade maior não há!
Infelizmente não sei de quem é esse texto para dar os créditos... 


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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Tudo novo, de novo!

Eu fiquei triste quando me falaram que eu só falo mal do Brasil, principalmente quando estou fora dele. Isso é mentira, porque quando lá estou é que tenho acesso às notícias e todas as coisas que tanto me incomodam.
Aqui não tenho tempo – e vontade – de saber como vai a política mesmo porque quando acontece algo novo (dinheiro escondido em meias, cuecas, mensalões, mensalinhos, propina e essas coisas) sempre acaba igual. Em pizza.

Mas eu vou tentar mudar o discurso... já está cansando mesmo!

Desde o primeiro dia aqui muita gente perguntou a mesma coisa: E aí? Está gostando mais de Budapeste ou de Londres? Qual é mais bonita? Qual é mais legal?

O fato é que não tem como comparar.
São duas cidades em duas situações completamente diferentes. Em Londres eu estava deslumbrada. Primeira viagem internacional, tudo lindo, muita mistura, muita coisa nova mas também com muito Brasileiro por perto, o que dava uma confortável sensação de amparo.

Aqui somos mais independentes. Apesar de depender  da bolsa que não chega nunca.... hehehe. É espírito universitário, hormônios fervendo, festas a rodo, fazer amigos, conhecer o mundo através de sorrisos e sotaques. Conhecer o mundo... e as vezes se sentir sozinho na multidão!

Budapeste não tem um bairro charmoso como Notting Hill nem uma loucura concentrada como Camden. Mas tem o Rio mais bonito que eu já vi (sim, o Danúbio é mais bonito do que o Senna, o Tâmisa e o Spree). Budapeste é linda e barata, o que é levado em conta para qualquer estudante do mundo, ser barata.

Os bairros não têm nome: são distritos numerados. Mas, parafraseando Chico Buarque, a cidade é amarela... o que por si só já a torna aconchegante.

A vida noturna não tem o frenesi louco de Picadilly Circus, ou o colorido da homosexualidade do Soho... mas não há quem reclame, não há!

E as comidas? Aí é sacanagem! Depois eu vou fazer um post só pra falar das comidas..!

Eu não tenho uma preferência. Mesmo porque as duas cidades têm o TESCO, meu pastor.
Sei que sinto-me em paz aqui em Budapeste. Um pouco aflita, talvez, por saber que vai passar logo... nem pisquei os olhos e já foram duas semanas... Incríveis! Não teve um só dia, dentre os últimos 14, que eu ficasse sem beber uma gota de cerveja que fosse... hehehe.

E aqui estou novamente pronta pra encarar tudo novo, de novo!

E é com essa sensação boa que inicio a terceira semana... desejando que os próximos meses sejam bons aos meus amigos como eu tenho certeza absoluta – e cada vez mais – que serão dos melhores já vividos por mim!

Esse carnaval não teve festa, mas não teve choro também. Não tive aquele abraço gostoso do meu Bahiano preferido e isso realmente me fez falta...e a minha família mais do que tudo, sempre e sempre. Saudade é a parte mais chata de tudo isso...! 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Welcome to Eger

Final de semana, como eu disse anteriormente, fomos ao "acampamento" numa cidadezinha chamada Eger, que fica a duas horas de Budapeste.


Viagem muito legal... imaginem, 90 estudantes quase todos com menos de 24 anos, com sede de conhecimento, por assim dizer!
Conhecemos a cidade, lindinha por sinal... quieta, com bons ares interioranos, quase sem carros nas ruas, as casinhas todas iguais e um castelo medieval pra dar mais charme. É uma das que mais produzem vinhos da Hungria ou a que produz um dos melhores... eu sei lá, porque não entendo muito de vinhos... hehehehe
Conhecemos o castelinho, bem fraco por sinal, porque tinha umas animações dos canhões em funcionamento que pareciam ser feitos por crianças de 5a série, mas valeu a pena pela vista lá do alto, onde dava pra ver toda a cidade e pelo "mestre dos magos" (vide foto) assustador que nos guiava.



Depois de andar pelo centro pequeno e ver umas igrejas e ruas apertadas fomos para um Pub no tempo livre antes de conhecer o Hostel (agente sempre vai para um Pub). De lá, então, tivemos a esperada degustação de Vinhos. Nossa! Que lugar "da hora"! Você chega na frente, acha que é um lugar furrebinha de nada, de repente um monte de corredor, cheios de barris de vinho envelhecendo e fungos na parede e garrafas guardadas... até que sentamos na mesa... com pães, queijos e água com gas(yes!!!)!
De volta ao Hostel... uma festinha para o nosso pessoal... mas sem opções de bebida: tinha que ser vinho. Como era open bar e já estava incluso no preço da viagem: Maravilha! Deu até pra ficar bebadinha, de leve! hehehe

Aí, no domingo... uma das coisas mais legais que eu tive aqui até agora. Não sei se todos sabem que a Hungria é famosa por seus SPAs de águas termais... Muito legal! Haviam várias piscinas dentro e fora do lugar... Se você pensou que as piscinas do lado de fora estavam desligada... pééééééé! Você errou!!!
É... agora, pensa que cena bonita: você dentro de uma piscina, bem de boa. Água a 39°C e lá fora -2°C, cheio de neve!!! Ah... viu porque eu queria minha maquina à prova d'agua?
Aí uns doidos lá saiam da piscina... e brincavam de guerrinha de neve... depois voltavam! Eu não fiz isso... Juro!!! Mesmo porque se tivesse feito estaria morta, provavelmente... Eu parecia um hipopótamo: ficava só a cabecinha pra fora e mesmo assim voltei com a garganta arranhando!

E uma coisa é certa: não tem nada mais relaxante que isso:  Águas sulfurosas. Depois dormi a viagem inteira de volta....

Fotinha do lado de fora só pra dar uma idéia:


Ahh sim... experimentamos comidas tradicionais Húngaras... e estavam realmente deliciosas!
E tudo isso custou menos de 50 euros: TUDO incluso... Desde o onibus, SPA, acomodação até a bebida do almoço...

Viu como vai ser fácil ser feliz aqui? hehehe

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Budapeste!!!

Chegou a tão esperada hora do primeiro post sobre Budapeste. E calhou que hoje, exatamente, faz um ano que deixei São Paulo a caminho de Londres.
Sortuda demais eu sou.

Bem, primeiramente o óbvio: Estou adorando!
Existem três capítulos a serem discutidos: A cidade, a universidade e as pessoas. (Língua, comida e moeda também serão abordados! rs)

A cidade é linda... Facilidades de uma cidade moderna em construções milenares. Antiga, com energia jovem. Limpa, organizada e charmosa. Tudo isso em um custo de vida até injusto por seu valor.
Os ônibus, metrôs e Trens são antigos. Caindo aos pedaços, eu diria. Provavelmente são herança do passado soviético. Mas não se engane, tudo funciona perfeitamente.

A Universidade não poderia ser melhor. Uma super estrutura para receber os mais de 200 estudantes estrangeiros que aqui chegam a cada semestre. Ajudam a encontrar casa, recepcionar os alunos e promovem integração entre todos esses povos tão diferentes, tão iguais!

As pessoas são amigáveis o quanto podem, ou, o quanto o Magyar (idioma Húngaro) permite. Eu, particularmente, quando ando perdida com um mapa por aí sempre aparece alguém oferendo informação. As vezes eles não conseguem ajudar, mas, vale a intenção.

Os estudantes preparam uma semana de recepção, até o momento, excepcional.
Festas todos os dias. Palestras. E, pra terminar com chave de ouro, uma viagem a Éger, uma cidade interiorana com um Castelo, degustação de vinho e uma das atividades mais comuns por aqui: SPA de águas termais.

Não faz nem uma semana que aportei por aqui e já me sinto em casa. Com uma sensação de paz, sabe? Estou sentindo que vai ser o melhor ano da minha vida!
E agradeço todos os dias por ter estar aqui esse ano, logo depois de Londres. As coisas aconteceram pra mim no tempo certo. Se tivesse ido pra Londres antes de Budapeste talvez lá não tivesse tanto valor como teve. Se aqui viesse antes de lá talvez aqui não fosse tão alucinante. É. Acho "alucinente" uma boa palavra.
Estou cercada de boas energias. Boas pessoas.

Tenho muitas coisas a contar, a descrever... As primeiras lições de Húngaro. Os amigos com os quais os laços já vão se estreitando... E o imenso universo de pessoas que aqui estão. De todos os lugares do mundo. Lugares os quais eu nem sabia que existiam. (Tem um garoto de uma ilha do Caribe menor do que São Carlos!!!)

Tenho medo de esquecer detalhes e não dar o devido valor à imensa alegria que eu sinto agora... e que espero que dure pelos próximos meses...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Aahh... o amor... a liberdade...!

Sempre fui autora de mim. E me pegar perdendo o chão por qualquer causa me deixa louca. Eu não admito isso. Vez em quando, é claro, me entrego a voos verticais e outras venturas. Mas não é da minha natureza esperar que me dêem liberdade. Não espero pelo pouco que há de essencial na vida. Sendo liberdade uma delas, eu mesma me concedo.

E ser livre me afasta do amor. Pelo menos esse amor cantado em rimas e proclamado em prosas aos quatro ventos, cheio de códigos e regras, por quem se prende ao ideal, ao literário. O que sinto está longe de encurtar distâncias e secar oceanos. Se fosse pintura não seria da Vinci nem Michelangelo. Talvez uma Tarsila, incompreendida e notória.

Para quem procura por paixão, descontrolada, absoluta... Penso que procura o trivial, o vício, o amor literário. Então, agradeço por desprender-me assim. O que tenho a oferecer não é cego, não é ébrio. Dou-me ao luxo da calmaria. E, por assim dizer, guardo tudo comigo.

Meus sentimentos independem de mim e não me tiram a independência.

Tanta liberdade soaria como desculpas esfarrapadas de jovem aventureira. Seria risível, até, vendo-me anos atrás, tão possessiva quanto fosse possível. Não sou mais assim. Esqueço datas, descrevo sensações.

Sem almoços aos domingos, reuniões familiares ou jóias no anular. Tenho muito mais do que isso. E, melhor, tenho para mim.

E o meu amor é tão urgente e belo que poderia sim ser o ideal... mas ha tantos clichês a vencer que prefiror dedicar meu tempo todo ao amar. Ainda que em memórias e saudades. Esta distância, maldigo-a, impede-me de dividir contigo todas estas palavras, baixinho, na tua boca. Pequenos segredos, só nossos. E mesmo com oportunidade não o faria. Beberia mais um copo de fel... para então seguir.

Mas, se for verdadeiro (eu sei que é), ha de bastar, esse sentimento. Porque o que não é tudo pode ainda ser tanto que quase infinito.

Amo, do meu jeito, e sou livre... estando sua.


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domingo, 10 de janeiro de 2010

Cervejas

Uma coisa que sempre me irrita é quando essas festas grandes e famosas (Rodeios, feiras, shows, etc) tem o patrocinador que é uma cerveja ruim. Porque você se abala da sua casa até o maldito evento pra ficar a noite inteira tomando coisas genéricas?
Ok, porque diabos resolvi escrever sobre isso?
Bom, cá estou eu no ócio da minha vida São Carlense e a única coisa que tenho a fazer é ver TV. Só que as propagandas que têm por aqui são terríveis. De tão ruins chegam a ser engraçadas até. Aí eu fico analisando as propagandas... e reparei que cerveja ruim tem sempre uma propaganda nada a ver.
A magnífica Cristal, por exemplo: "a primeira seladinha do Brasil". Ora, se é a primeira cerveja do Brasil que veio com um diacho de um selo (sem função, vai) eu vou comprar??? Nããão!
Mas aí eu penso: coitado do cara que tem que divulgar a Cristal. Vai falar o que? Que é boa? Que tem tradição? Ninguém vai acreditar mesmo... Deixa o povo pensar que tem alguma coisa boa nela.

E a Nova Schin??? Depois que todo mundo experimentou (e viu que continuou sem graça) surgiu o "Nova Schin, Novo rótulo: Nova de novo"... Ahhhh... paaara né?!?
E daí que o rótulo mudou? Bom para o colecionador de rótulos, mas isso não vai fazer eu mudar de opinião...

Sol shot: gelaaaaaaaaaaaaada (podia ser: sem graaaaaaaaaça! )

Bom... tem milhares de exemplos... e não só as cervejas pequenas tem marketing ruim...

Fora quando esses publicitários cervejeiros não apelam pra botecos, gostosonas semi nuas e outros ambientes machistas - o que acontece com quase 100% - como se mulheres não bebessem e não fossem influênciadas por propagandas!

Eles podiam se espelhar em algumas dessas que coloco aqui abaixo que, para mim, são das melhores que já vi.




É isso!



sábado, 9 de janeiro de 2010

Imaginação de mãe

Imaginação de mãe é f***!!!

1] se ela liga e você não atende o celular na hora:
você morreu!

2] se você saiu, demora e não atende o celular:
você foi sequestrada e morreu!

3] Se saiu com as amigas, demora e não atende o celular:
você estava bebada foi sequestrada e morreu!

4] Se saiu com os amigos pra caçar gatinho, demora e não atende o celular:
você está bebada, engravidou de qualquer pé rapado, foi sequestrada e morreu.

Aí, quando você atende o celular:

- Mãe ta tudo bem? tem 257 chamadas no celular.

- oii filhinha, a mamãe ta ligando só pra saber se está tudo bem, sabe tive um pressentimento, mas nada de mais.

- tá sim mãe. Posso voltar a dormir agora?!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010

2010 começou trágico. Desabamentos, mortes, enchentes. Não tem como não se comover. Até o primeiro "Fantástico" foi ausente de boas notícias, aquelas que enchem de esperança nossos coraçõezinhos para o virar das engrenagens.
Aí, nessas horas eu penso: ainda bem que as pousadas e hotéis de Angra estavam lotadas e/ou muito caras e não conseguimos alugar nada. Chegamos até cogitar Ilha Grande, aí, ainda bem, aqui em casa ninguém curte acampamentos, as únicas opções disponíveis na época.
Sinal de sorte, em um ano que começou bem agitado.

Superstição sempre foi meu forte. E sabe-se lá em que eu acredito, estou agradecendo a sorte de um começo de ano bem melhor que o final do passado.
...
Não estou tão ansiosa com a viagem quanto estava em relação à Londres, mesmo com a impressão que o mês passará voando. Ainda não comecei a arrumar as malas, não preparei nada e algumas pessoas ainda nem estão sabendo. Acho que estou com medo.
Medo de voltar e fazer do segundo semestre de 2010 tão imprestável quanto o de 2009.
Medo de morar em Budapeste e criar uma verdadeira ojeriza ao Brasil.

Porque os últimos 4 meses foram quase um pesadelo. Nunca me senti tão cheia de sentimentos ruins.
Raiva, incompetência, raiva...
Na faculdade foi terrível. Em São Carlos, na verdade. De acordar todo dia querendo ver o diabo pra fugir dos professores, da sala de aula, de um povo besta que me irrita pelo simples fato de respirar. De querer me isolar o dia inteiro (e as noites também) no meu quarto escrevendo devaneios em um diário velho. De acordar mal humorada todos os dias. TODOS os dias. De querer largar tudo.
Sabe? Não era preguiça. Não a física, não (só) aquela preguiça de segunda feira. Mas parecia preguiça de sair dalí, de ver gente.

Credo!

Não quero isso pra mim não. Não sou assim, vocês sabem! E não quero que 2010 seja assim!

Mas muitas coisas mudaram em mim. Pricipalmente padrões comportamentais.
Por exemplo: Sempre fui meio explosiva, de falar o que eu acho e arrumar brigas com Deus e o mundo por isso. Mas agora tá muito pior.
Antes era o comunismo, o Lula e os maconheiros que perturbavam.
Agora, até a companhia de outras pessoas me irrita.

Eu não tenho mais paciência pra nada. Nem pros amigos eu tive tempo esses tempos. Nem pra família. Nem pra nada. E também foi crescendo uma ira por tudo o que eu não tinha que aturar em Londres e aqui... não que eu tenha que aturar... mas antes... eu aturava mais fácil...

Odeio me explicar. Odeio dar satisfação. Odeio comer alface. Odeio que tomem conta da minha vida, que deem palpite. Odeio aquelas pessoas que fingem que tão torcendo e querem que você se ferre, sabe?
Odeio gente invejosa. Odeio quem reclama de tudo, o tempo todo. Odeio quem só ve o lado negativo das coisas. E odeio quem só vê o lado positivo.
As coisas são como elas são, oras!
Odeio quem não aceita ser mais feio, mais burro, mais gordo(ou magro) ou menos talentoso.
Odeio quem coloca a culpa nos outros por seus fracassos. Odeio quem vê o outro como gostaria de ser e sente raiva por isso.

Odeio todos aqueles que me deram um parabéns com aquela cara de "nossa, como você conseguiu o intercâmbio? você tem boas notas?"

Affe...

E quando eu tenho que me explicar que vou formar em 2012?!?!
Ahh... eu quero morrer com isso...
Quase tanto quando me perguntam se eu "aprontei" muito pela Europa!
Eu posso dizer que não... ou posso dizer que sim e isso é tudo que saberão, caramba! Que inferno!!!


Cheguei à conclusão (nada brilhante por sinal) que como quero me afastar de tudo isso aí que odeio é natural me afastar de quase todas as pessoas que conheço. (To fazendo "A" limpa no orkut e msn).
E mesmo assim, com todo esse ódio, eu me basto. Não vivo no mundo de Alice nem faço o jogo do contente da Pollyana. E é mais fácil deitar a cabeça no travesseiro e dormir...

Então vou me agarrar ao "kit festas" final de ano (saúde, paz, prosperidade) e fazer o meu 2010 alheio à olho gordo e outros sentimentos provincianos. E é só nisso que tenho pensado ultimamente!!!

.!