quarta-feira, 15 de abril de 2015

Extremismos

A internet possibilitou o acesso das pessoas ao mundo, encorajando diversas ideologias. Todos, no meio da massa, se sentem mais fortes. Se existe um pensamento menos bonito e alguém vai lá e diz que te apoia, de repente, isso torna-se mais real, mais palpável.
E sei que nesses últimos tempos as redes sociais foram inundadas de gente politizada. Mas essa politização toda não parece ser desse século. Remete muito à guerra fria, onde só existiam dois lados, dois extremos, duas realidades.
E, por mais que se digam politizadas, não aceitam opinião do outro. Esquecem do bom senso e da ponderação  e tratam política como se fosse futebol.
Ou você é de direita, fascista, coxinha, votou no Aécio, ama FHC, é a favor da família, da pena de morte, da redução da maioridade penal, da intervenção militar, da terceirização.  É contra o aborto, o mais médicos, visita íntima, casamento gay e legalização das drogas.  Quer direitos humanos para humanos direitos. É classe média sofredora, pagadora de impostos. É elite branca. Deputado pra você é Bolsonaro. Revista é a Veja. Seu partido? O PSDB.
Ou você é de esquerda, comunista, votou na Dilma e acha que o Lula é inocente e o mensalão não existiu sim. É a favor do aborto, da legalização das drogas, do estreitamento de laços Brasileiros com repúblicas latino-americanas neo comunistas, direitos humanos para todos, casamento gay, Cuba, Mais médicos. É contra a redução da maioridade penal, a pena de morte e a terceirização. É preto, pobre, favelado, sofredor. Deputado pra você é Jean Willis. Revista é a Carta Capital. Seu partido? O PT.
Acontece que não é bem assim.
Existe o meio termo e não é por falta de opinião ou insegurança. 
Quantos congressistas existem para nos atermos à opinião de apenas dois?
Quem disse que eu não posso ser a favor de pena de morte E do aborto? Eu quero que os gays casem e tenham suas famílias mas não sou obrigada a aceitar milhares de médicos despreparados para atender uma população tão carente de recursos. Eu não preciso ser preto, pobre e morar na favela para querer que meus direitos trabalhistas sejam preservados. Eu só quero defender a laicidade do estado mantendo a consciência de que o Brasil passa pelo maior escândalo de corrupção da sua história.
Eu sei ver o quanto o PT é corrupto e afundou a Petrobras e não aceito que digam "qualquer um que estivesse lá faria igual". Não é bem assim. Não é porque você votou na Dilma que tem que ser conivente com isso. E não é por criticar o PT que você, automaticamente, concorda com tudo e todos do PSDB.
As pessoas precisam entender que não é pecado mudar de opinião. Ninguém vai ficar de castigo por isso.  
Sejam coerentes, pelo amor!
Como uma pessoa que prega a honestidade na sua vida defende o Jose Dirceu de qualquer coisa?!
Enfim, eu só queria dizer que nas eleições meu candidato era o Eduardo Jorge. Viu? Nem Dilma, nem Aécio. Meu deputado estadual é do PSDB, escolhido pelo histórico de boa conduta e retidão de caráter. Minha deputada federal não se elegeu, mas meu voto foi pensando na paridade ideológica - não de todas-, de muitas ideias dela, do PPS. 
O exercício da política não se restringe a meros compartilhamentos e idas a protesto. Temos que saber o que defendemos e o porque fazê-lo. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

2011 já vai tarde!!!

2011 foi o pior do últimos 25 anos.

.

Sem mais.

Att,

Maria Luiza M. Dela Vega

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vidinha mais ou menos

Até que ponto temos o direito de julgar um comportamento exemplar quando não o temos?
Eu nunca fui uma pessoa assim, que se possa dizer exemplar. Nem como aluna, nem como filha, nem como motorista... nunca mesmo!
Sempre estive alí, no meio termo... Contentava-me com o 5 bola, com 70% de presença (as vezes menos) e qualquer coisa que pudesse garantir uma vida normal e não necessariamente execpcional.
Aí, quando os planos não viram realidade, venho procurar culpados... É sempre o professor que ferrou todo mundo, o horário que não bate, o curso que é difícil demais, a burocracia...  sempre tem alguma coisa - que não eu - pra levar a culpa.
Será que eu tenho esse direito?
Será que eu posso pedir para o professor aproximar aquele 4,8 pra 5,0? 
Eu, que não sou a aluna ideal, não gosto de assistir à aula, tenho o direito de exigir um professor ideal? E qual o conceito de profissional ideal? É aquele que aproxima a nota? que dá um jeitinho?
Em outras épocas contemplaria o docente com alguns enxovalhos velados e seguiria em frente, em busca de qualquer outra coisa mediana que mantivesse a vida medíocre e tranquila de sempre.
Só que este semestre foi diferente. Nunca me sacrifiquei tanto... dormindo pouco, comendo mal, correndo pra lá e pra cá igual louca, trabalhando e estudando! Estudando muito!
Mas agora to aqui me sentindo incompente e vazia. Pela primeira vez esse cinco bola que é minha vida me sufoca. A primeira vez que fui exemplar em alguma coisa parece que não é suficiente... nunca é! E, como se fosse um carma, parece que to pagando por toda essa complacência de vida mesquinha de uma só vez...
Eu sei que é uma fase e no fundo eu vou encontrar um otimismo escondido em algum lugar aqui mas até lá essa mediocridade vai me atormentar muito...


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Horóscopo

Eu prefiro colocar aqui textos meus e sei que a maioria das pessoas acham que hosróscopo é uma tremenda bobagem - não é o meu caso - mas nunca li algo global que, acho eu, pareça tanto comigo.



Mulher de Sagitário


Se você chegar com um "Essa blusa tá feia?" Ela vai responder simplesmente que "Sim". É muito capaz que quando você pergunte se ela te ama ela venha com um "Amo! Mas as vezes eu penso também se não seria melhor se fossemos amigos...". Elas são tão sinceras que uma hora você vai desejar que elas mintam. Mas não se acanhe. Quando elas fazem um elogio ou algo do tipo, é mais especial do que o normal porque você sabe que ela está dizendo a verdade. É que ela enxerga o mundo tal como ele é, ainda que por trás das lentes cor-de-rosa. É de se admirar como as sagitarianas conseguem enxergar toda a dureza do mundo e ainda assim acreditar que tudo vai melhorar. Otimistas convictas!
Mas quem avisa amigo é: nunca mande elas fazerem alguma coisa. Peça!! Até a mãe dela tem dificuldade em mandar nessa mulher. Quem é você pra ser mais que a mãe dela né? Mas de vez em quando as sagitrianas gostam de fazer seus testes com as pessoas. Podem vir pra cima de você com algum deles e a pessoa terá que demonstrar que é firme no que diz. Enventualmente a língua das nativas de sagitário acabam se tornando sarcásticas demais e ai é preciso ter mão firme e dar uma de Tarzan.
Ela sente de acordo com a forma que age e pensa do jeito que fala. Sua maneira de ser e dizer acaba provocando mal-entendidos ao longo de sua vida, bagunçando seus sentimentos. Mas é muito provável que ninguém vá saber o que se passa com ela e todos acham que tudo está muito bem. Ela nao vai falar mais sobre o assunto que a entristece até porque ela odeia ir até o âmago de qualquer questão que seja. As vezes é tarde demais para contornar uma situação.
No fundo as sagitarianas são aquelas crianças que acreditam em tudo. Tem uma forma ingenua de ver o mundo o que pode acabar tornando-as presas fáceis para os conquistadores de plantão. Seu cérebro certeamente é agil e lógico. Mas ele não tem qualquer ligação com o seu coração que é tão indefeso quanto sua mente é inviolável.
AH! E sabe aquelas meninas que vem chegando lindas e esplendidas toda trabalhada na camera lenta e ai tropeça estabacada no chão? Pronto são elas. rsrs Até assim elas são encantadoras. O seu lado desastrado acaba se transformando uma espécie de espontaneidade avançada.
Mas no fim das contas a realidade é que elas tem profundas desconfianças de relacionamentos. Essa desconfiança, no entanto, não impede que ela seja do tipo que chora em filmes ou guarda todos os bilhetes que você ja enviou pra ela. As mulheres de sagitário só precisam que você as deixe viver por si próprias, sem se sentir aprisionada. Em troca ela lhe ofecerá todo o seu amor sincero e idealista. Secretamente ela esconde o fato de que esteve esperando por você: alguém com um belo sonho que pegou em sua mão para guiá-la até as estrelas.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Saudosismo

É comum de tempos em tempos bater um saudosismo em mim. Acho que em todo mundo.

Reler diários é mesmo engraçado. Às vezes da sensação de que não deveríamos cutucar o passado. Tem tantas coisas que eu descobri das Luizas que era...  em 98... 2000... 2003... 2005... tão passional, tão irascível...

Dia desses abri um diário (bem) antigo de 1998 no qual eu escrevi quais eram meus planos para dalí 10 anos, 2008. E eles eram: Eu começaria a faculdade em 2004. Cursaria Jornalismo e me formaria em 2007. Meus cabelos seriam vermelhos e eu dedicaria 2 horas do meu dia aos exercícios físicos. Em 2008 moraria em Los Angeles, produzindo um documentário e preparando meu primeiro livro. E seria muito feliz, certamente.

Acho que naquela época se me dissessem que minha vida seria como é hoje eu debocharia!
O mais estranho não é nem o fato de ter entrado na faculdade de Engenharia Elétrica em 2006 (e em 2011 não estar formada ainda).  O estranho é que me lembro de ter feito esses planos, todos eles, com todos  detalhes... e tenho saudade do tempo em que os fazia. Talvez até tenha vontade desses planos ainda.

Hoje não consigo me programar para daqui 10 anos a não ser o óbvio: Sucesso profissional (engenharia?), ter uma casa, um carro e uma família feliz. O que é o plano óbvio de todo mundo. Ou pelo menos o desejo de todo mundo.

E parece que eu me tornei apenas mais uma na multidão... Ou eu fiquei menos criativa?
Sou tão diferente da Luiza de 1998 (e da Luiza que a Luiza de 98 programou pra mim em 2011). Com o passar dos anos eu me tornei previsível e tenho muito medo disso.

Será que o que faltou foi coragem?
Em qual momento passei de jornalista em potencial para uma quase engenheira frustrada?
Não... Talvez eu seja só uma estudante frustrada de engenharia, porque é a faculdade que me decepciona.

O fato é que, no alto dos meus 13 anos, acreditava que para ser feliz era preciso aceitar o que não é trivial. Que o diferente era a chave para independência... Que era preciso viver os sonhos ou pelo menos lutar por eles, por mais loucos ou distantes pudessem parecer. Nunca deixei de acreditar nisso, mas trilhei um caminho completamente diferente.

E agora, nessas minhas crises saudosistas, sinto falta de alguma coisa que se perdeu em algum lugar. Uma vida? Uma vocação? Um sonho...?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

É a vida!!!

Passado pouco mais de um mês desde o regresso à Pátria (amada ?) e depois de muita correria por conta de mudança, documentos, matrículas e etc... eu resolvi postar esse texto...

Os últimos 35 dias eu desejei que meus olhos tirassem fotos e minha mente pudesse guardar tudo o que eu fiz e vi nesse tempo. Não foram os 35 dias mais confortáveis... Nem os mais cheios de grana... Mas foram memoráveis com certeza.
Meus amigos com certeza vão saber de cada história, dos detalhes mais engraçados, ainda que não sinta a mesma emoção que eu, e, eventualmente, não acharão a mesma graça...
O que eu queria mesmo é que eu pudesse guardar cada minutinho de risada histérica só pra daqui algum tempo, nesses dias de baixo-astral que teimam em aparecer, eu recupere em mim aquela paz que só o azul do Adriático pode passar... ou aquele romantismo do pôr do sol mais maravilhoso que eu já vi ou ainda a felicidade de morar na cidade mais bonita do leste Europeu e ter a certeza disso olhando a cidade de cima, toda iluminada, na minha ultima noite por ela.
Os últimos meses foram qualquer coisa entre o muito bom e o excelente. Eu adorei  cada um dos meus dias, de chuva ou sol... de Morrison ou Szimpla... de restaurante ou comidinha “by Tesco”. Foram os meses mais felizes dos últimos 283 meses!!!
Esse texto eu escrevi no Aeroporto, enquanto esperava o vôo para Frankfurt, nos meus últimos minutos de Budapeste. Naquele momento, ansiedade era o único sentimento que eu podia sentir. Eu queria chegar logo. Abraçar meus pais e sentir o cheiro de casa, de colo.
Budapeste, naquele momento, já não fazia mais sentido.
Por quê?
De repente aquelas construções seculares já não passavam de simples construções de uma cidade previsível. Faltavam aqueles rostos, que me acompanharam por tantos dias. Faltavam seus sotaques, risadas e jargões.
Mas como seria a volta? Uma nova casa, nova rotina, na cidade que, antes, eu já quase não suportava. Na faculdade que eu quase não suportava. Em um curso que eu, definitivamente, não suportava.
Era como entrar em um pesadelo.
Mas como pode ser um pesadelo se eu tenho tantas coisas boas, que eu amo e não sei como vivi tanto tempo sem? Meus pais, meus irmãos, minha casa confortável e meus amigos daqui que mesmo ficando tanto tempo sem contato e em mundos tão diferentes ainda temos aquelas conversas boas e que me dão a certeza de que eu só tenho o que agradecer a tudo que acontece na minha vida.
O que eu sei é que Saudade é a única coisa que não tem remédio por aqui, em mim. Quando estou aqui sinto falta de quem está lá. Quando lá, sinto falta de quem está aqui... Não tem jeito!
Lindamente, não tem...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Roteiro da Lu

Genebra, Lausanne, Lyon, Copenhagem, Londres, Bruxelas, Torino, Florença, Milão, Dubrovinik, Split, Zadar, Pisa, Tirgu Muris, Brassov, Cluj Napoca... Budapest... Frankfurt... BRASIL!

Uma mochila...max 10 kilos(!!!acha?!!!)... 9 países... várias cidades... 34 dias...
Avião, Trem, Onibus e Carro...
Uma parte sozinha e outra com amigos...
Esse é o roteiro que várias pessoas estão me pedindo...
Será que vai valer a pena?
Será?
hahahaha

quinta-feira, 3 de junho de 2010

É hora de dizer adeus!

Lembro, como se fosse hoje, minha formatura do colegial e aqueles 57 estudantes, juntos, a maioria, por mais de 10 anos, chorando nos ombros e fazendo promessas de amizades eternas e churrascos anuais. E isso funcionou, por 6 meses. Talvez um pouco mais. Depois as conversas foram rareando e até os pequenos grupos dispersando. Um ano depois nenhum churrasco teve mais de 15, daqueles 57, ao mesmo tempo.
As amizades que eram mais estreitas continuaram... Ainda tenho uns 4 amigos daquela época que por sorte mantenho contato por tecnologias virtuais.

São etapas que passamos. O colegial foi uma delas... a faculdade será outra...
E, agora, Budapeste...


Ok.
Chegou a hora de dizer Adeus. Eu não queria, por Deus, como eu não queria!
Mas, chegou a hora.
E aqui vamos nós.
Foram apenas 5 meses... 
"Apenas" não cabe na imensidão do que tudo isso significou. 
Não cabe nas paisagens que vimos,
Não cabe na rotina simples de uma língua estranha,
Não cabe nos litros de vinho, cerveja, pálinka, tequila e tantas outras coisas que bebemos. 
"Apenas" não cabe nas festas, nos bares, nos restaurantes.
Não cabe nas viagens,
nas fofocas,
nas comidas,
nas alegrias...
"Apenas" não cabe nas vozes, 
nos sotaques,
não cabe nas fotos.
"Apenas" não cabe na diversidade cultural que vivemos, e, de nenhuma forma, cabe nas amizades que conquistamos!
Os dias em 5 meses não foram muitos, mas foram suficientes para serem os melhores da minha vida.
Parece que foi ontem que chegamos, tímidos, de cabelo curto, oferecendo apenas sorrisos...sem saber nomes, nacionalidades ou como xingar ou brindar em outras línguas.
De repente, egészségedre, e como que por mágica, começou a parecer que estivemos sempre aqui, juntos...
No trem 4 ou 6, no 49 ou 47. Na Blaha Lujza tér. No Morrison's nas segundas-feiras. No "regular Pub evening" das quarta-feiras.
Nas festas nos flats, com a usual reclamação dos vizinhos (muito) chatos.
Juntos, para o Langos gorduroso ou o Kebab sujo na larica da madrugada.
Juntos. Simplesmente juntos, como amigos de infância. Como amigos para toda a vida.
É difícil aceitar a realidade de que a maioria dessas pessoas que eu gosto tanto (tanto!) eu nunca mais vou ver. Aqueles mais próximos, quem sabe, uma ou duas vezes... daqui uns 10 anos, se até lá não me esquecerem...
Não é questão de ponto de vista ou de qual lado do Oceano estamos. É questão de que a vida é assim e somos obrigados a lidar com perdas e separações o tempo todo.
Isso me faz amadurecer muito e, sobretudo, me faz acreditar que a vida vale a pena... mesmo que essas coisas tão boas acabem logo... e mesmo que não tenhamos nada mais lindo e especial que isso... um outro dia vai nascer... uma nova primavera a cada ano!
Quem sabe o que nos aguarda?
E então, por mais longe que eu esteja, vou sempre lembrar com imenso carinho desse pessoal todo. Até dos mais chatos, dos mais nerds, dos não tão bonitinhos. Com muito carinho, vou lembrar... não importando quantos Oceanos de distância eu esteja.
Um salve às redes sociais. Deus abençoe o Facebook, MSN e Skype, mas ainda espero sentir o cheiro de vocês qualquer dia, em algum lugar...
Obrigada meus amigos.
Obrigada por tudo!
Espero vê-los novamente, algum dia em qualquer lugar...
Sentirei (muitas) saudades!
Valeu a pena!


Um verso de Chaplin e um de autor desconhecido descrevem com maestria meus sentimentos de agora:


"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,  porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." Chaplin


"Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! 
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente..." Autor desconhecido


Maria Luiza

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O ponto final??????

Eu não usava o pretérito mais-que-perfeito em meus textos. Mas, de aqui por diante, quero deixar bem claro como o pretérito é mais que perfeito pra mim. E o presente, e, provavelmente, o futuro.
Quem me conhece sabe que não sou lá de meio-termos. A intensidade acompanha meus gostos, amizades, rotinas e paixões. Vivo tudo que posso, do sofrimento de amores mal resolvidos às gargalhadas exageradas.
Exagero cabe bem à mim. Quero tudo - e todos - ao mesmo tempo, no mesmo lugar, comigo!
Pode ser muito, mas se não for TUDO, aqui, em mim, não serve... e então, vez em quando, bate o medo e é terrível...
Quando sinto, qualquer sentimento que seja - da raiva ao amor - oceanos e anos não me limitam ... mas aí, vez em quando, vem a insegurança... e é terrível...
Só que também sou imediatista... quando acaba o encanto e perco a vontade é tarde demais... e aí, vez em quando, tem a saudade... e é terrível...
O que não faz bem mantenho longe. Pessoas, principalmente,... e, de repente, vem o instinto... e é terrível...
Por tudo isso, pelo turbilhão de sentimentos acumulados tantos dias longe... pelas lições de vida de um cotidiano tão diferente... pelas amizades tão verdadeiras angariadas em dias de sol e chuva... pelos litros de álcool partilhado em danças charmosas e tombos Homéricos... por toda a felicidade - que pouca não é - e por todas as lágrimas de saudade que ei de chorar em dias sem cores... do que eu era antes de um dia tirar os pés do Brasil ao que eu sou agora e à brisa leve que baterá em meu coração quando lembrar tudo isso em algum tempo, em outras línguas, em várias estradas, em muitas lembranças... por tudo isso e por muito mais, eu afirmo que o meu passado é muito mais do que perfeito. E a minha vida é muito mais simples que a língua portuguesa.
E uso muito o "muito" porque gosto mesmo desse negócio de intensidade! E tenho esse problema com o ponto final...

Eu não gosto de encerramentos.
Porque colocar pontos finais quando existem as vírgulas? Ou as interrogações? Ou as reticências?
Ah! As reticências... como eu gosto delas! e de encerrar textos e capítulos da minha vida com elas...
Porque ainda trazem a idéia de continuidade em um pouco de imaginação...
Claro que eu posso até entender que as mudanças de vez em quando fazem bem... mas essas idéias de guinadas super radicais entre um fim e um começo me aborrecem...
O conformismo me irrita, a simplicidade me completa e a paciência me falta. 
Percebi, nesse tempo, que minha loucura por viajar não é para conhecer cidades, tão pouco ver prédios, castelos e afins. Eu, definitivamente, descobri que as pessoas têm em mim muito mais poder do quaisquer construções monumentais... E é por elas toda a minha angústia dos últimos dias...
Porque meu ano 2010 não seria sensacional sem Rachel, Gulsah, Elena, Irene, Julia, Breno, Ozguns e tantas outras nacionalidades dentro de pessoas tão especiais...
Porque minha vida não seria sensacional sem minha família, as meninas de Promissão, os meninos de Sampa, a galera de São Carlos... sem o Wagner, a Elem, Andressinha e tantos outros lá de Londres...
Hoje eu não to conseguindo encadear idéias... então vou deixar tudo assim neste post, bem confuso, como está o meu coração...

"E quando olhei no espelho eu vi meu rosto e já não reconheci,
então vi minha história tão clara em cada marca que estava alí..."

.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Começo do fim...

Acordo,
sento,
escrevo,
apago, escrevo de novo,
de novo.
Lá vem ela, a tal da angústia, e não passa,
e escrevo mais,
e apago de novo,
e disfarço... e não engano.
Mil coisas a fazer, a estudar, e aqui estou, a tentar descrever,
decifrar,
qualquer coisa que pudesse mostrar tanta, tanta, tanta, tanta, felicidade,
e laços
e sorrisos
tentando explicar,
o que aconteceu nos últimos tempos,
as saudades que já sentidas do que ainda não acabou,
tentando adiar a idéia do começo do fim.
Não adianta escrever, gritar, ver ou chorar...
ou vomitar saudades em prosa
ou vida em poesia.

A primeira festa de despedida,
com a garganta cheia de nó(s)
vinho cheio de lágrimas
e a certeza de que valeu a pena
e ainda está, a valer...


Ela(s), a vida (e a angustia), vai(ão) continuar,
em outro lugar, (que rima tosca!),
e a saudade,
indelével, do outro lado de um oceano qualquer,
Frio, calor e vento primaveril... sentimos juntos
continuemos juntos
em lembrança, nostalgia,
e amigos de tempos idos serão aqueles a olhar na fotografia os "laços invisíveis que havia"...

Algumas coisas deveriam durar para sempre!

É só.