quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vidinha mais ou menos

Até que ponto temos o direito de julgar um comportamento exemplar quando não o temos?
Eu nunca fui uma pessoa assim, que se possa dizer exemplar. Nem como aluna, nem como filha, nem como motorista... nunca mesmo!
Sempre estive alí, no meio termo... Contentava-me com o 5 bola, com 70% de presença (as vezes menos) e qualquer coisa que pudesse garantir uma vida normal e não necessariamente execpcional.
Aí, quando os planos não viram realidade, venho procurar culpados... É sempre o professor que ferrou todo mundo, o horário que não bate, o curso que é difícil demais, a burocracia...  sempre tem alguma coisa - que não eu - pra levar a culpa.
Será que eu tenho esse direito?
Será que eu posso pedir para o professor aproximar aquele 4,8 pra 5,0? 
Eu, que não sou a aluna ideal, não gosto de assistir à aula, tenho o direito de exigir um professor ideal? E qual o conceito de profissional ideal? É aquele que aproxima a nota? que dá um jeitinho?
Em outras épocas contemplaria o docente com alguns enxovalhos velados e seguiria em frente, em busca de qualquer outra coisa mediana que mantivesse a vida medíocre e tranquila de sempre.
Só que este semestre foi diferente. Nunca me sacrifiquei tanto... dormindo pouco, comendo mal, correndo pra lá e pra cá igual louca, trabalhando e estudando! Estudando muito!
Mas agora to aqui me sentindo incompente e vazia. Pela primeira vez esse cinco bola que é minha vida me sufoca. A primeira vez que fui exemplar em alguma coisa parece que não é suficiente... nunca é! E, como se fosse um carma, parece que to pagando por toda essa complacência de vida mesquinha de uma só vez...
Eu sei que é uma fase e no fundo eu vou encontrar um otimismo escondido em algum lugar aqui mas até lá essa mediocridade vai me atormentar muito...


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