quinta-feira, 6 de maio de 2010

Começo do fim...

Acordo,
sento,
escrevo,
apago, escrevo de novo,
de novo.
Lá vem ela, a tal da angústia, e não passa,
e escrevo mais,
e apago de novo,
e disfarço... e não engano.
Mil coisas a fazer, a estudar, e aqui estou, a tentar descrever,
decifrar,
qualquer coisa que pudesse mostrar tanta, tanta, tanta, tanta, felicidade,
e laços
e sorrisos
tentando explicar,
o que aconteceu nos últimos tempos,
as saudades que já sentidas do que ainda não acabou,
tentando adiar a idéia do começo do fim.
Não adianta escrever, gritar, ver ou chorar...
ou vomitar saudades em prosa
ou vida em poesia.

A primeira festa de despedida,
com a garganta cheia de nó(s)
vinho cheio de lágrimas
e a certeza de que valeu a pena
e ainda está, a valer...


Ela(s), a vida (e a angustia), vai(ão) continuar,
em outro lugar, (que rima tosca!),
e a saudade,
indelével, do outro lado de um oceano qualquer,
Frio, calor e vento primaveril... sentimos juntos
continuemos juntos
em lembrança, nostalgia,
e amigos de tempos idos serão aqueles a olhar na fotografia os "laços invisíveis que havia"...

Algumas coisas deveriam durar para sempre!

É só.

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