As amizades que eram mais estreitas continuaram... Ainda tenho uns 4 amigos daquela época que por sorte mantenho contato por tecnologias virtuais.
São etapas que passamos. O colegial foi uma delas... a faculdade será outra...
E, agora, Budapeste...
Ok.
Chegou a hora de dizer Adeus. Eu não queria, por Deus, como eu não queria!
Mas, chegou a hora.
E aqui vamos nós.
Foram apenas 5 meses...
"Apenas" não cabe na imensidão do que tudo isso significou.
Não cabe nas paisagens que vimos,
Não cabe na rotina simples de uma língua estranha,
Não cabe nos litros de vinho, cerveja, pálinka, tequila e tantas outras coisas que bebemos.
"Apenas" não cabe nas festas, nos bares, nos restaurantes.
Não cabe nas viagens,
nas fofocas,
nas comidas,
nas alegrias...
"Apenas" não cabe nas vozes,
nos sotaques,
não cabe nas fotos.
"Apenas" não cabe na diversidade cultural que vivemos, e, de nenhuma forma, cabe nas amizades que conquistamos!
Os dias em 5 meses não foram muitos, mas foram suficientes para serem os melhores da minha vida.
Parece que foi ontem que chegamos, tímidos, de cabelo curto, oferecendo apenas sorrisos...sem saber nomes, nacionalidades ou como xingar ou brindar em outras línguas.
De repente, egészségedre, e como que por mágica, começou a parecer que estivemos sempre aqui, juntos...
No trem 4 ou 6, no 49 ou 47. Na Blaha Lujza tér. No Morrison's nas segundas-feiras. No "regular Pub evening" das quarta-feiras.
Nas festas nos flats, com a usual reclamação dos vizinhos (muito) chatos.
Juntos, para o Langos gorduroso ou o Kebab sujo na larica da madrugada.
Juntos. Simplesmente juntos, como amigos de infância. Como amigos para toda a vida.
É difícil aceitar a realidade de que a maioria dessas pessoas que eu gosto tanto (tanto!) eu nunca mais vou ver. Aqueles mais próximos, quem sabe, uma ou duas vezes... daqui uns 10 anos, se até lá não me esquecerem...
Não é questão de ponto de vista ou de qual lado do Oceano estamos. É questão de que a vida é assim e somos obrigados a lidar com perdas e separações o tempo todo.
Isso me faz amadurecer muito e, sobretudo, me faz acreditar que a vida vale a pena... mesmo que essas coisas tão boas acabem logo... e mesmo que não tenhamos nada mais lindo e especial que isso... um outro dia vai nascer... uma nova primavera a cada ano!
Quem sabe o que nos aguarda?
E então, por mais longe que eu esteja, vou sempre lembrar com imenso carinho desse pessoal todo. Até dos mais chatos, dos mais nerds, dos não tão bonitinhos. Com muito carinho, vou lembrar... não importando quantos Oceanos de distância eu esteja.
Um salve às redes sociais. Deus abençoe o Facebook, MSN e Skype, mas ainda espero sentir o cheiro de vocês qualquer dia, em algum lugar...
Obrigada meus amigos.
Obrigada por tudo!
Espero vê-los novamente, algum dia em qualquer lugar...
Sentirei (muitas) saudades!
Valeu a pena!
Um verso de Chaplin e um de autor desconhecido descrevem com maestria meus sentimentos de agora:
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." Chaplin
"Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
Chegou a hora de dizer Adeus. Eu não queria, por Deus, como eu não queria!
Mas, chegou a hora.
E aqui vamos nós.
Foram apenas 5 meses...
"Apenas" não cabe na imensidão do que tudo isso significou.
Não cabe nas paisagens que vimos,
Não cabe na rotina simples de uma língua estranha,
Não cabe nos litros de vinho, cerveja, pálinka, tequila e tantas outras coisas que bebemos.
"Apenas" não cabe nas festas, nos bares, nos restaurantes.
Não cabe nas viagens,
nas fofocas,
nas comidas,
nas alegrias...
"Apenas" não cabe nas vozes,
nos sotaques,
não cabe nas fotos.
"Apenas" não cabe na diversidade cultural que vivemos, e, de nenhuma forma, cabe nas amizades que conquistamos!
Os dias em 5 meses não foram muitos, mas foram suficientes para serem os melhores da minha vida.
Parece que foi ontem que chegamos, tímidos, de cabelo curto, oferecendo apenas sorrisos...sem saber nomes, nacionalidades ou como xingar ou brindar em outras línguas.
De repente, egészségedre, e como que por mágica, começou a parecer que estivemos sempre aqui, juntos...
No trem 4 ou 6, no 49 ou 47. Na Blaha Lujza tér. No Morrison's nas segundas-feiras. No "regular Pub evening" das quarta-feiras.
Nas festas nos flats, com a usual reclamação dos vizinhos
Juntos, para o Langos gorduroso ou o Kebab sujo na larica da madrugada.
Juntos. Simplesmente juntos, como amigos de infância. Como amigos para toda a vida.
É difícil aceitar a realidade de que a maioria dessas pessoas que eu gosto tanto (tanto!) eu nunca mais vou ver. Aqueles mais próximos, quem sabe, uma ou duas vezes... daqui uns 10 anos, se até lá não me esquecerem...
Não é questão de ponto de vista ou de qual lado do Oceano estamos. É questão de que a vida é assim e somos obrigados a lidar com perdas e separações o tempo todo.
Isso me faz amadurecer muito e, sobretudo, me faz acreditar que a vida vale a pena... mesmo que essas coisas tão boas acabem logo... e mesmo que não tenhamos nada mais lindo e especial que isso... um outro dia vai nascer... uma nova primavera a cada ano!
Quem sabe o que nos aguarda?
E então, por mais longe que eu esteja, vou sempre lembrar com imenso carinho desse pessoal todo. Até dos mais chatos, dos mais nerds, dos não tão bonitinhos. Com muito carinho, vou lembrar... não importando quantos Oceanos de distância eu esteja.
Um salve às redes sociais. Deus abençoe o Facebook, MSN e Skype, mas ainda espero sentir o cheiro de vocês qualquer dia, em algum lugar...
Obrigada meus amigos.
Obrigada por tudo!
Espero vê-los novamente, algum dia em qualquer lugar...
Sentirei (muitas) saudades!
Valeu a pena!
Um verso de Chaplin e um de autor desconhecido descrevem com maestria meus sentimentos de agora:
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." Chaplin
"Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente..." Autor desconhecido
Maria Luiza
Maria Luiza
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