sábado, 21 de novembro de 2009

Consciência Humana

Ontem, sexta-feira, 20 de novembro, foi feriado na maioria das cidades do Estado de São Paulo. Feriado de que? Feriado por quê? Dia da Consciência Negra!

É dispensável eu dizer que acho isso ridículo.

E também não vou justificar que se tivesse um “Dia da Consciência Branca” os negros se sentiriam ofendidos porque acho essa alegação ainda mais ridícula.

É simples: eu odeio orgulho racial. Não há nada mais primitivo, vergonhoso e segregador do que isto. Porque quem defende igualdade entre raças já está assumindo uma diferença entre elas. Mas entre humanos não existe raça. Não existe.

Claro, existem monstros (primitivos, segregadores e vergonhosos) que selecionam funcionários, amigos e pessoas pela cor de sua pele. Aí não podemos chamar tais pessoas de humanas.

Com um dia em memória a Zumbi dos Palmares o problema dessas pessoas não será corrigido. Nem com uma camiseta “100% negro”. Nem com o sistema de cotas nos vestibulares. Nem com qualquer radicalismo que imponha uma idéia.

O sistema de cotas, por exemplo, quer transformar um dos únicos mecanismo justos desse país, que é baseado APENAS na capacidade intelectual do candidato no mais completo e absurdo mecanismo segregador que pode existir, afinal de contas, convenhamos, as pessoas que corrigem o vestibular não sabem a cor e a posição social do candidato e não têm como preterir um ou outro pelo fator “cor da pele”.

A diferença entre negros e brancos no Brasil se arrasta desde a época colonial. E, mais do que um problema social, é um problema educacional. É um apartheid silencioso que grita com essas idéias mesquinhas de pessoas que querem igualdade para o que já é igualmente humano.

.

Nenhum comentário:

Postar um comentário